quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Firenze, em pé de guerra contra o hamburguer

O McDonald’s está empenhada em abrir um restaurante na histórica e belíssima praça Plaza del Duomo de Florença, a hamburguesa, as batatas fritas e o frango crocante não são bem acolhidos à sombra da célebre cúpula construída no século XV por Filippo Brunelleschi, obra prima do Renascimento. Os florentinos estão muito preocupados porque seu centro histórico poderá perder sua identidade, ao ver-se invadido por estabelecimentos de comida rápida ou minimercados.

O colosso americano de comida rápida tinha tudo pronto para inaugurar seu restaurante a poucos passos da catedral, reconhecida como Patrimônio da Humanidade. Com o propósito de abrir num dos lugares mais prestigiosos e visitados do mundo, no coração do Renascimento, McDonald’s mostrou sua disposição a mudar seu formato tradicional: não seria um fast food normal, senão um restaurante com serviço de garçons nas mesas, decoração de qualidade, uma livraria e um menu com 50 por cento de produtos toscanos. E uma revisão dos milhões de clientes ao ano. Entretanto, os florentinos disseram que nem tanto por isso: «Digamos não, colocamos finalmente um dique na banalização do comércio», invoca no Facebook um grupo anti-hambúrguer que em poucas horas reuniu 16.000 inscritos. Sobre um desenho da catedral, com a cúpula coroada por um hambúrguer, se escreve: «Não ao McDonald’s na praça do Duomo e a deterioração do centro»; ao lado, numa foto da catedral de Santa Maria del Fiore (da Flor) se ha sobreposto el logotipo amarelo e vermelho do McDonald’s, tachado com um X abaixo um «NÃO».

A batalha de Florença recorda a que se produziu há trinta anos na praça de Espanha de Roma, onde McDonald’s abriu seu local maior do mundo, com 450 postos, junto a palácios de Bernini e Borromini, mestres do Barroco. 

Aconteceram sonoros protestos, mas ao final os italianos, acostumados às invasões, também digeriram o «Mc» da praça de Espanha. Esta vez tudo parece indicar que McDonald’s terá que render-se ante a resistência florentina.

Publicado por http://www.alacartaparados.es no dia 09/09/2016.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Como conservar o vinho depois da garrafa aberta

É lamentável desperdiçar um bom vinho por má conservação. O vinho é um produto vivo que podemos danificar se não tomamos algumas precauções. Uma garrafa que não terminamos numa refeição pode ser guardada para outro momento. Como podemos evitar que o vinho perca qualidade e expressão uma vez aberto?

Ainda que não se tenha uma vinoteca, com um pouco de cuidado o amante dos vinhos não só prolongará a vida de seus vinhos disponíveis para serem abertos como também manterá em boas condições os já abertos.

Veja com atenção esses conselhos e seus vinhos vão agradecer:
1.    A temperatura na qual devem estar guardados os vinho tem que oscilar entre 11º e 18ºC. Uma temperatura ideal seria 14ºC. Se se conserva a menos de 11ºC a evolução do vinho é freada; a mais de 18ºC se acelera. O essencial é evitar grandes oscilações na temperatura, que prejudicam as características do vinho.

2.    O vinho não deve estar exposto à luz solar. É suficiente a iluminação que permita ler as etiquetas. Um porão fresco e distante de sistemas de calefação pode ser um lugar de armazenagem adequado. É importante também que o lugar escolhido disponha de boa ventilação, que fique distante dos odores da cozinha e, obviamente, de produtos químicos ou de limpeza.

3.    As garrafas armazenadas devem permanecer deitadas de modo que o vinho permaneça em contato com a rolha. Assim ela não secará e evitará uma hipotética infiltração de ar ao interior da garrafa. Depois de aberta, ao contrário, se deve deixar em pé. Assim a superfície do vinho em contato com o ar é menor.

4.    Aberta a garrafa, a duração do vinho em perfeitas condições organolépticas depende em primeiro lugar do próprio vinho. O tinto suporta melhor a oxidação que os rosados e os brancos. Os espumantes são os mais voláteis, sendo o mais aconselhável consumi-los de uma vez. Quanto mais frutados forem os aromas de um vinho, mais rápido se perderão.

5.    Uma pequena bomba de vácuo e suas correspondentes tampas são um acessório econômico e de grande utilidade. Ao extrair o oxigênio da garrafa alongamos a vida do vinho em ótimas condições durante muitos dias, especialmente em se tratando dos tintos. Os brancos tenderão a perder alguns aromas apesar disso e para os espumantes não se recomenda este método.

6.    Guardaremos a garrafa aberta sempre na geladeira. Como no caso de qualquer outro alimento, a refrigeração também contribui para a conservação do vinho.

Publicado por http://www.alacartaparados.es em 19/10/2016

Passos Chaves para um Empanado Perfeito

Empanar uma carne ou um pescado pode parecer simples, mas tem lá seus truques para atingir a perfeição.
Empanar um alimento não só consiste em passar pelo ovo e farinha de rosca, como também é preciso seguir certos passos importantes para um resultado perfeito, crocante por fora e macio por dentro.

CHAVE PARA UM EMPANADO PERFEITO

O primeiro é escolher um produto fresco e de boa qualidade para empanar, assim conseguiremos maiores possibilidades de que o sabor do ingrediente escolhido mantenha sua permanência depois de frito.

- Enfarinhar o produto antes de empanar

- Temperar a farinha com sal e pimenta

- Adicionar ao ovo batido um pouco de leite e deixar repousar a mistura por alguns minutos

- Utilizar um recipiente amplo ao invés de um prato para impregnar o produto completamente

TIPOS DE EMPANADOS

Inglês: este tipo de empanado consiste em adicionar leite, água gaseificada ou mesmo cerveja aos ovos.

Francês: este consiste em empanar com manteiga, só leva dois ingredientes, manteiga clarificada e farinha de rosca. O truque está em "pintar" o frango, pescado ou as verduras com um pincel antes de passá-los pela farinha de rosca.

Ao alho: este é o que incorpora alho e salsinha picados finamente à mistura.
Só é necessário pegar o produto, passá-lo primeiro pela farinha, logo pelos ovos batidos e finalizar com a cobertura de farinha de rosca ou cereais triturados.

Publicado por http://www.alacartaparados.es em 14/09/2016

Passos Chaves para um Empanado Perfeito

Empanar uma carne ou um pescado pode parecer simples, mas tem lá seus truques para atingir a perfeição.
Empanar um alimento não só consiste em passar pelo ovo e farinha de rosca, é preciso seguir certos passos chaves para um resultado perfeito, crocante por fora e macio por dentro.

Chaves para um empanado perfeito

O primeiro é escolher um produto fresco e de boa qualidade para empanar, assim conseguiremos maiores possibilidades de que o sabor do ingrediente escolhido mantenha sua permanência depois de frito.

- Enfarinhar o produto antes de empanar

- Temperar a farinha com sal e pimenta

- Adicionar ao ovo batido um pouco de leite e deixar repousar a mistura por alguns minutos

- Utilizar um recipiente amplo ao invés de um prato para impregnar o produto completamente

Tipos de empanado

Inglês: este tipo de empanado consiste em adicionar leite, água gaseificada ou mesmo cerveja aos ovos.

Francês: este consiste em empanar com manteiga, só leva dois ingredientes, manteiga clarificada e farinha de rosca. O truque está em "pintar" o frango, pescado ou as verduras com um pincel antes de passá-los pela farinha de rosca.

Ao alho: este é o que incorpora alho e salsinha picados finamente à mistura.
Só é necessário pegar o produto, passá-lo primeiro pela farinha, logo pelos ovos batidos e finalizar com a cobertura de farinha de rosca ou cereais triturados.


Publicado por http://www.alacartaparados.es em 14/09/2016

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Vinho de Oporto: uma delícia para beber e cozinhar

O vinho de Oporto é um vinho generoso, já que recebe adição de uma proporção de álcool vínico em sua preparação. No caso do Oporto, a adição tem lugar antes de que o vinho tenha completado sua fermentação. Isso resulta na conservação da doçura natural da uva.

O vinho de Oporto na cozinha:

A melhor opção se quiser fazer uma deliciosa comida é utilizar um vinho para cozinhar que também agrade seu paladar. Tomar um pouco enquanto cozinha pode servir de inspiração para criar um excelente prato.

Os vinhos baratos são geralmente de baixa qualidade e sabor, sendo essa a razão pela qual se deve escolher os melhores vinhos para cozinhar. Ao escolher um bom vinho você garante que não vai arruinar o jantar ou o almoço; sairá melhor que imaginava.
O Oporto é um vinho tinto de mesa que conta com uma doçura profunda e excelente. É um bom vinho para cozinhar guisados ou estufados com carne.

A beleza de um bom vinho de Oporto:

Um dos aspectos fascinantes do Oporto é a grande variedade de formas que é produzido. Cada um tem um sabor específico. Desde os sabores a frutas silvestres de um Reserva ou de um Late Bottled Vintage até os sabores complexos de um Tawny envelhecido em madeira. Mais que qualquer outro vinho, o Oporto tem uma grande quantidade de oportunidades para harmonizar com comidas.

Este vinho pode ser servido com queijo ao final das refeições. Em outras palavras, parece ser um vinho de sobremesa ou digestivo. Entretanto, alguns estilos como o Oporto branco, também se bebe como aperitivo. Muitos chefs gostam de harmonizá-lo com seus pratos principais também. É excelente para ser bebido com chocolate.

Onde é feito:

Este vinho é produzido na zona do Vale d´Ouro, localizado ao noroeste de Portugal. É um área vitivinícola muito antiga e espetacular. Se produz vinho nesta zona há mais de 2000 anos. Em 1756 as vinhas do Douro se converteram na primeira área vitivinícola do mundo legalmente demarcada. O sabor distinto do Oporto se deve a uma associação única de clima, solo e variedade da uva.

As uvas, principalmente de variedades autóctonas, como a Touriga Nacional, a Touriga Franca ou a Tinta Barroca, são cultivadas nas escarpadas e rochosas ladeiras que bordeiam o rio Douro e seus afluentes. Muito mais antigas, classificadas hoje como Patrimônio Mundial, estão plantadas em estreitos terraços suportadas por centenas de muros de pedra seca construídos a mão.

As primeiras remessas de vinho com o nome “vinho de Oporto” foram registradas em 1678. Apesar de ser produzido no interior de Portugal, no Alto Douro, o vinho leva o nome da cidade de Oporto, localizada na costa do Atlântico de onde tem sido tradicionalmente exportado. Até o início do século XX, o vinho era transportado rio abaixo, desde as vinhas e ao longo do rio Douro, em barcos especiais chamados “barcos rabelos”. Depois, o vinho era descarregado nas bodegas de guarda ou “caves” das casas de vinho de Oporto, localizadas nas estreitas ruas da Vila Nova de Gaia, frente ao centro histórico da cidade de Oporto. Nestas “caves” o vinho era envelhecido, misturado, engarrafado e finalmente despachado.

Muitos dos produtores mais antigos e conhecidos, como Taylor’s ou Croft, são de origem inglesa ou escocesa já que, ao longo de grande parte da história do vinho de Oporto, a Grã Bretanha foi seu principal mercado. Hoje, o vinho de Oporto é degustado em todo o mundo.

domingo, 2 de outubro de 2016

Porção por comensal. Quantidades aproximadas de alimentos e bebidas

Cada alimento deve ser servido em quantidade certa e equilibrada para cada comensal. Devemos calcular previamente ainda na hora das compras para evitar falta ou desperdício.

1. Carne com ossos:
Estima-se uma quantidade de 200 a 250g por comensal (dependendo da quantidade de ossos que contenha).
2. Carne sem ossos:
De 175 a 225g por comensal.
3. Carnes guisadas ou ensopadas:
Uns 150g por comensal.
4. Aves:
Dependendo do tamanho pode ser uma por comensal; peças de 300 a 350g servem dois comensais; peças de até 750g servem quatro comensais (um quarto para cada um).
5. Caça:
Depende do tipo de caça, mas podemos considerar em torno de 250 a 325g por comensal (carne com ossos) ou de 175 a 225g de carne magra.
6. Pescados:
De 200 a 275g limpos ou 350 a 450g peças inteiras.
7. Marisco:
Depende do tipo de marisco. Os de casca grande tipo centolha, bogavante, lagosta, etc. 1 kg por pessoa (peso bruto). Limpo (uma cauda de lagosta) 175 a 200g por pessoa. Camarões, lagostins, etc. 300g por pessoa. Navalhas, mexilhões, amêijoas, berbigões, etc. 400 a 450g por pessoa.
8. Verduras:
De 200 a 250g por pessoa. (Como acompanhamento 100g).
9. Batatas:
Uns 100g por pessoa como guarnição ou 225 a 250g como prato principal.
10. Sopas, cremes e purés:
De 200 a 225g por pessoa.
11. Arroz:
Uns 125g por pessoa (como acompanhamento) ou 200 a 250g por pessoa.
12. Frutas:
As de peças individuais (laranja, maçã, pera, banana, kiwi, caqui, pêssego, etc.) uma por pessoa. Melão, melancia, abacaxi, etc. ou seja, frutas grandes, cada quilo serve de 4 a 5 pessoas.
13. Doces:
De 75 a 125g por pessoa. Depende muito do tipo de doce. Não é o mesmo um doce de massa folhada (de muito pouco peso) que um creme de confeiteiro.
14. Chocolate:
De 50 a 75g por persona.
15. Sorvete:
Uns 100g por pessoa.

Bebidas:
1. Garrafa de vinho para aperitivos, de 4 a 5 pessoas.
2. Garrafa de vinho para comer, de 2 a 3 pessoas.
3. Garrafa de Jerez para 8 a 10 pessoas.
4. Garrafa de refresco para duas pessoas.
5. Garrafa de água para duas pessoas.
6. Garrafa de champanhe/espumante/cava para 5 a 6 pessoas.
7. Garrafa de Whisky para 7 a 9 pessoas. Dependendo se se utiliza apenas para misturar em coquetéis.
8. Garrafa de licores diversos, para 16 a 18 pessoas.
9. Litro de café para 10 a 12 xícaras.
10. Litro de chá ou outras infusões para 10 a 12 xícaras, aproximadamente.
11. Litro de suco natural para 5 a 6 pessoas.
12. Outras bebidas.
Dependerá do tipo de “dose”, se servido puro ou combinados.

Tenha em conta estas quantidades para suas celebrações!

Publicado em 30/09/2016 por http://www.alacartaparados.es

sábado, 1 de outubro de 2016

Apresentação dos Pratos à Mesa

A cozinha é uma festa de aromas, texturas, sabores e sensações, além da riqueza visual.
Quando um prato é visualmente agradável, você se sentirá mais estimulado a pensar que também estará saborosíssimo. Por isso que os chefs cuidam de apresentar os pratos de una forma interessante e atraente. Presenteia seus clientes com uma festa visual antes de saboreá-lo. Coordena as cores, tamanhos e sabores na cozinha para que seus clientes se sintam como num restaurante de estrelas Michelin.

Como apresentar os pratos…
Prestar atenção na proporção de vegetais, proteínas e outros elementos. Como regra geral, a metade do prato deve ser composta por vegetais, mais um quarto de proteína e o restante de outros ingredientes.
Ser criativo tanto quanto o prato exija, dar altura ao prato com a decoração que escolheu.

Jogar com as cores. Se vão servir uma salada verde, por exemplo, agregar cor colocando tomates vermelhos ao centro. O verde e vermelho são cores complementares e uma realça a outra.

Se cair algumas gotas de molho ou qualquer outro ingrediente nas bordas do prato, deve ser limpo  antes de levá-lo à mesa.
Usar guarnições para dar sabor e cor ao prato. Decorar com cebolinha, salsinha, brotos germinados, tomilho, alecrim ou manjericão.
Apresentar os alimentos sobre pratos brancos ressaltam as apresentações e as cores muito mais intensamente.

Finalmente levar em conta o mais importante: se o prato não está bem preparado, não servirá para nada a bonita apresentação.