quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conselhos para evitar a Contaminação Cruzada na Cozinha

A carne crua é o ingrediente mais perigoso presente na maioria das cozinhas. Ao armazenar na geladeira, coloque a carne na prateleira mais baixa para evitar gotejamento de sucos. Coloque a carne num saco plástico num prato para maior proteção. Cada cozinha deve ter duas tábuas de cortar, uma para a carne crua e outra para os alimentos prontos para o consumo. Qualquer superfície, prato, tábua de cortar ou utensílio que entre em contato com a carne crua devem ser cuidadosamente desinfetados. Isto pode ser feito submergindo o artigo em vinagre destilado durante quinze minutos antes de lavar com detergente e água. Qualquer esponja utilizada para limpar sucos crus deve ser descartada imediatamente depois do uso. Não lave a carne antes de cozinhar. As bactérias morrem durante o processo de cocção e a água que salpica fora da comida pode contaminar a área vizinha.

Vegetais

Lave as verduras antes de cortá-las. Isso elimina os pesticidas ou outros contaminantes que possa conter nelas. Se for preparar alfaces, acelgas etc., lavar por dentro e descartar as folhas externas.

Lavar as mãos

Lavar as mãos é a maior prevenção quando se trata de contaminação cruzada. Lave as mãos com água quente e sabão durante pelo menos vinte segundos. Lave até meia altura do antebraço. Siga este procedimento antes de começar a preparação dos alimentos, depois de tocar em carnes cruas ou ovos, ou em qualquer momento depois de usar os sanitários. Use uma toalha de papel ou uma toalha de mãos limpa para secar as mãos. Se utilizar uma toalha, substitua por uma limpa imediatamente. As luvas de látex podem ser usadas para maior proteção.
Seguir estes conselhos fará diminuir a possibilidade de se untar  aos milhões de pessoas que são infectadas com germes transmitidos pelos alimentos todos os anos. A higiene das mãos, o manuseio adequado das carnes e higienização das verduras antes da preparação vai proteger da contaminação por alimentos.

Escrito por Javier Monzón em 24/05/2014

Os Perigos dos Sorvetes

O nutricionista espanhol Álvaro Vargas criou um vídeo onde explica a grande quantidade de açúcar e gorduras saturadas que pode conter um sorvete.
Na reprodução de Facebook se explica que um sorvete pequeno como a paleta com 100 ml de uma das marcas mais vendidas mundialmente e que contém 24 gramas de açúcar. Isso equivale a seis colheres de açúcar. 6 COLHERADAS DE AÇÚCAR POR SORVETE! o que não é nada saudável sob quaisquer aspectos e me refiro aos sorvetes industriais, não aos sorvetes artesanais que existem muito bons.

Dizer que não às crianças quando pedem um sorvete é bastante difícil para os pais, principalmente quando o calor aperta, especialmente sabendo que é uma das sobremesas favoritas de toda a família.

O consumo de sorvetes aumenta consideravelmente nos meses de altas temperaturas, mas devemos pensar não só na balança i, como também na saúde dos mais pequenos que é o mais importante. Ler a etiqueta dos sorvetes de marca é chave se somos preocupados com a saúde dos nossos.
Importante

PERCENTAGEM DE GORDURA ADMISSÍVEL


Entre 6 e 12% é o percentual de gordura aceitável. Entretanto, nos últimos anos tem aparecido no mercado sorvetes cremosos com o dobro do conteúdo de gordura. A tendência surge dos sorvetes tipo americano, que beiram, em sua maioria, os 20%. Na Espanha e entre os fabricantes da zona de Levante, de grande tradição em sorvetes, a produção tradicional nunca chegou perto dos percentuais de gordura usados pelos modelos americanos.

QUE A GORDURA SEJA DERIVADA DE LEITE

A adição gordurosa ao sorvete provém de sua fabricação com leite integral. Convém ler o rótulo do produto para confirmar se é assim. Porque nos últimos anos, sobretudo nos sorvetes de produção industrial, se utilizam azeites vegetais sem especificar –e que provém quase exclusivamente de azeites de coco e dendê parcialmente hidrogenados- que são fonte de gordura trans, altamente prejudiciais para o sistema cardiovascular.

DESCONFIE DOS SORVETES COM “ZERO” GORDURA

É um erro comum pensar que o sorvete com baixo teor de gordura ou sem gordura é melhor que o sorvete com gordura total. Tais gorduras geralmente contém mais açúcar para compensar a falta de gorduras naturais. A razão para o aumento de açúcar é que a gordura proporciona sabor e quando a gordura se reduz, de igual modo, se reduz o sabor.

EMULSIONANTES NATURAIS: GEMA DE OVO E SORO DE LEITE

Para que o sorvete tenha uma textura suave, cremosa, se debe adicionar um emulsionante. Desta maneira, a gordura e o ar se distribuem de maneira equilibrada para obter a textura desejada e reduzir o derretimento. Os emulsionantes naturais incluem gema de ovo ou soro de leite. A maioria dos sorvetes contém emulsionantes menos naturais, como monoglicéridos e diglicéridos. Os mono e diglicéridos são essencialmente compostos hidrogenados e azeites parcialmente hidrogenados (gorduras trans em sua maioria). O sorvete industrial também utiliza polisorbato 80, um emulsionante artificial que contém propriedades similares ao azeite.

Os perigos dos sorvetes... Consuma sorvetes artesanais de qualidade!!!



Publicado em 16/08/2016 por www.alacartaparados.es

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Champagne

É o símbolo da alegria, de Natal. Também é associada ao glamour, ao luxo! Mas utilizar somente estes termos para falar de champagne é menosprezo. O champagne é muito mais que isso.
Champagne é um nome específico reservado para um produto elaborado na região do mesmo nome localizada no norte da França.

Fora daquela região, no resto do mundo, nenhum outro vinho espumante pode se chamar champagne, todos os países que no passado venderam seus produtos com tal denominação em suas etiquetas, tiveram que mudar tal situação, atribuindo nomes próprios de cada país como:
Cava na Espanha, Frizzante na Itália, Sekt na Alemanha, Sparkling Wine nos Estados Unidos, Crémant nas outras regiões da França.

Etiquetas:
Millésime ou Vintage: identifica um champagne exclusivo, com atributos, que somente se elabora quando a colheita apresenta certas características especiais.

Grand Millésime: é um champagne de atributos, elaborado exclusivamente quando a safra é considerada excelente em toda a região.

Blancs de Blancs: indica que é um champagne elaborado exclusivamente com uvas brancas da variedade Chardonnay.

Blanc de Noirs: indica que foi elaborado somente com uvas tintas Pinot Noir e Pinot Meunier.

Rosé: Sua elaboração é semelhante a do vinho rosado. Sua cor pode variar de um rosa pálido até os rosas fortes.

Classificação segundo a quantidade de açúcar:
Brut Nature: sem adição de açúcar.
Extra Brut: até 6g por litro.
Brut: até 15g por litro.
Extra Seco: entre 12 e 20g por litro.
Seco: entre 17 e 35g por litro.
Demi-seco: entre 33 e 50g por litro.
Doce: mais de 50g por litro.
Matéria traduzida do site espanhol

Intoxicações Alimentares: causas e prevenção

As bactérias, toxinas e vírus estão presentes em comidas e bebidas e são responsáveis por muitas doenças. As mais comuns são as que produzem sintomas gastrointestinais, como diarreia ou vômitos. Para preveni-las, é importantíssimo cuidar da conservação e da manipulação dos alimentos.
Listam mais de 250 doenças diferentes transmitidas pelos alimentos. Tomar medidas para evitar contrair uma infecção está tanto nas mãos das empresas como em nossas, os consumidores.
A seguir estão as intoxicações mais frequentes:

1) Salmonelose

A salmonelose é provocada por bactérias do gênero Salmonela, a mais comum é a Salmonella enteritidis. Vivem nos intestinos do ser humano e dos animais, mas sem produzir sintomas. A doença se transmite quando as bactérias saem do intestino, chegam aos alimentos e se multiplicam neles. Uma única bactéria não é perigoso mas o fato de que se multipliquem e cheguem a uma certa quantidade que se considera dose infeccionante é o problema.

Período de incubação: de 12 a 36 horas é o normal, mas pode variar desde 3 horas até 5 dias.

Via de contágio. Alimentos a base de ovos crus, carnes frescas, sobretudo de aves, verduras regadas com águas residuais, mariscos de águas contaminadas e não depurados e sobretudo pouca higiene por parte de manipuladores de alimentos.

Sintomas: duram de 2 a 5 dias e são dor abdominal, diarreia, vômitos, febre, mal estar geral, dor de cabeça. Em crianças e idosos, sobretudo se tem outras doenças pode chegar a ser mortal, sobretudo pela desidratação ou complicações.

2) Escherichia coli

Diarreia de viajante: Em países em desenvolvimento, sobretudo acontece por falta de higiene. Alí, esta doença, causada pela bactéria Escherichia coli enterotoxigênico, é a principal causa de diarreia em crianças.

Período de incubação: 24 horas

Via de contágio, fecal-oral, através das fezes de animais ou de seres humanos que chegam à água ou aos alimentos.

Sintomas: duram de 3 a 20 dias com diarreia profusa sem muco nem sangue, como grãos de arroz, dor abdominal, vômitos, às vezes febre, mas rápida.

Colibacilosis: Esta é uma infecção que afeta crianças e adultos. O agente causador é uma bactéria, Escherichia coli enteroinvasivo, a mesma bactéria que a diarreia de viajante, mas de outra cepa.

Período de incubação:  de 8 a 24 horas

Via de contágio: fecal-oral, através de fezes do ser humano ou animais que contaminam água ou alimentos. Os alimentos implicados podem ser desde água ou verduras lavada com ela, queijo, frango, etc..

Sintomas: duram de 3 dias até várias semanas, diarreia com fezes, mucosas sanguinolentas. Normalmente vêm acompanhadas de calafrios, febre, dores de cabeça e abdominais.

Outros: Uma cepa de Escherichia coli similar a esta, todavia mais virulenta, foi a causadora de várias vítimas morais na Alemanha em 2011, surto com mais de 30 mortes e quase 500 infectados. Ainda que num primeiro momento se culpou os pepinos, ao final das contas parece que os culpados eram mesmo uns brotos de soja e outras sementes, contaminadas com esta bactéria e concretamente uma cepa que era resistente a vários antibióticos, o qual agravou muito o quadro e pode ser responsável de algumas pessoas não chegaram a superar e faleceram.

3) Clostriduium perfringens

É benigna e de curta duração, salvo uma variante por uma cepa especifica que pode originar uma doença grave chamada enteritis necrotizante. O agente causador não é a própria bactéria, senão a toxina que produz Clostriduium perfringens.

Período de incubação: de 6 a 24 horas.
Contágio: carnes assadas que ficaram um tempo a temperatura ambiente (ou carnes na caçarola) alimentos desidratados como sopas, molhos ou purés que se adicionam aos guisados depois de terminados e sem deixar que cozinhem com eles.

Sintomas: duram de 12 a 24 horas com diarreia aquosa e profusa com dor abdominal intensa.

4) Bacillus cereus

O agente causador desta infecção é a toxina da bactéria Bacillus cereus, há dois subtipos, o emético e o diarreico, segundo a sintomatologia predominante.

Diarreico
Incubação: de 8 a 16 horas.
Via de contágio: sopas, carnes assadas, pudins, molhos
Sintomas: duram de 12 a 24 horas: Dor abdominal, diarreia aquosa profusa, náuseas, vômitos escuros.

Emético
Incubação: de 1 a 5 horas.
Via de contágio: arroz cozido e guardado a temperatura ambiente, pastas, farinha, produtos ricos em carboidratos.
Sintomas: duram de 6 a 24 horas e consistem em vômitos e mal estar geral.

5) Intoxicação Estafilocócica

O agente causador é uma toxina produzida pelas bactéria Staphylococus aureus, que habita a pele e feridas de humanos e animais. As pessoas portadoras podem passar aos alimentos mediante espirros e tosse ou a pele, sobretudo as feridas.
A incubação é rápida: de 1 a 7 horas.
Contágio: se produz por alimentos cozidos que se contaminam posteriormente com a manipulação, especialmente molhos, purés, sanduíches, bolos.
Sintomas: duram de 1 a 2 dias, vômitos, náuseas intensas, dor abdominal e de cabeça, sudorese, prostração.

A prevenção como parte da solução
Estos vírus, bactérias e toxinas não são visíveis, mas poden estar nos alimentos que consumimos. Os riscos de contágio são minimizados se adotadas algumas medidas básicas de prevenção, não menos importantes:
Cuidar da higiene pessoal, especialmente no momento de manipular os alimentos.
Proteger os alimentos de animais ou insectos, que podem ser portadores de bactérias patógenas.
Também se devem manter limpos os utensílios e as superfícies que entrem em contato com eles.
Os que sofreram de uma enfermidade gastrointestinal deste tipo deveriam extremar as precauções durante várias semanas.
Não se deve consumir águas não higienizadas ou sem garantias.
É fundamental conservar sob refrigeração os alimentos e ter muito cuidado para não romper a cadeia fria.

E, claro, diante da dúvida, descartar o alimento antes de arriscar.

Publicado em 21/08/2014 por http://www.alacartaparados.es

O que existe por trás dos alimentos que consumimos?

O que contém os alimentos industrializados?

Para sua conservação, aparência atrativa e redução dos custos de produção, a indústria agrega aos alimentos naturais os chamados aditivos cuja finalidade é melhorar sua coloração, aroma, sabor e textura. Estes aditivos são obtidos em alguns casos, de substâncias vegetais como o milho e a soja; outros são fabricados em laboratório, “artificiais”.

Os sucos de laranja industriais

Os sucos de laranja e outras frutas que compramos como sendo naturais, na realidade não são, todos têm condimentos artificiais. Então para que se preocupar se supostamente são elaborados com laranjas naturais espremidas?
A resposta é muito simples: chegando em casa com seu suco ele já terá perdido o oxigênio e o sabor natural de laranja também, razão pela qual é necessário agregar o condimento artificial. Além disso o suco de laranja também perdeu todas as suas propriedades naturais, como por exemplo a vitamina C. O melhor é comprar as laranjas e preparar o próprio suco. Dá mais trabalho mas será muito mais saudável.

O azeite de oliva

Há diferenças entre azeite de oliva, azeite de oliva virgem e extravirgem. O azeite de oliva simples, é mesclado com sementes oleaginosas mais baratas e com azeite de nozes. De oliva mesmo contém bem pouco.

Produtos de cor vermelha

O catchup e todos os produtos vermelhos como os iogurtes ou bebidas de morangos são tingidos com extrato de cochinilha. A cochinilha é um parasita das plantas com um alto poder de tingimento. Vale dizer que o conteudo de tomate natural e de morangos é coadjuvante.

As sopas preparadas

Todas as sopas, sem exceção, são preparadas com saborizantes de sódio.

As cerejas marrasquino

Estas cerejas em conserva vistas tão vermelhas, bonitas e atraentes, durante o processo perdem completamente a coloração natural e a maioria das propriedades naturais. São mergulhadas em calda de milho e corante de alimentos para que voltem a ter sua cor vermelha característica.

Hambúrgueres vegetarianos

Parecem um alimento saudável por ser preparado apenas com produtos vegetarianos. Só por isso acreditamos que é saudável, não é verdade?
Podem ser saudáveis se contém muitos vegetais, mas o problema é que a maioria contém mais ingredientes de recheio como a levedura e o amido de milho que de verduras. Muitas delas contém glúten de trigo e proteína de soja, mas então onde estão as verduras?

O iogurte grego

A produção de iogurte grego industrial gera abundante desperdício de ácido que durante sua decomposição contamina o meio ambiente. Rouba o oxigênio das águas dos rios, chegando a destruir a vida marinha de grandes extensões.
Em vez disso, o sucesso do iogurte grego é espetacular, é um dos produtos mais vendidos da indústria nos últimos anos.

As salsichas

Contêm sobras de carne, cartilagens, gorduras e amidos, mas então onde está a carne de verdade?
O que há por trás dos alimentos que consumimos?
Melhor fugir de tudo isso e resgatar a cozinha feita em casa!!!



Publicado em 16/08/2016 por www.alacartaparados.es

Boas Maneiras de Comportamento em Restaurantes

Dar passagem e ajudar as senhoras a sentar-se.

O anfitrião deve dar sempre prioridade na entrada às senhoras, em seguida aos demais amigos e só então entrar. Uma vez à mesa, se estamos acompanhados por uma mulher, devemos ajudá-la a sentar-se afastando a cadeira e só depois sentar-se. É importante sentar-se depois das mulheres.

Permitir aos convidados que peçam antes.

Antes que o maître ou garçon se aproxime é bom perguntar aos convidados que aperitivos querem beber, pedindo em seguida por eles (bebidas) à pessoa encarregada de anotar a comanda.

Os convidados pedem primeiro

Permitir que as pessoas peçam primeiro, é um sinal de boa educação, mas se ninguém se decide, podemos pedir a nossa bebida para não fazer o atendente perder tempo.

O anfitrião pede por último  e é servido por último

A anotação dos pedidos da comida deve ser feita sempre mantendo o protocolo para isso, as senhoras mais velhas serão as primeiras em solicitar seus pratos, depois os cavalheiros de mais idade, em seguida as senhoritas e depois os senhores, o anfitrião sempre por último.

Não dizer nunca que não há nada antes a ser oferecido aos convidados

Se nos oferecem um aperitivo, determinado prato, sobremesa ou licor (digestivo), oferecer da mesma forma aos acompanhantes, para que estes decidam antes de você.

Solicitar a conta fora do entorno da mesa, se sou o que convidou

Se quer, que o o ato de solicitar a conta não crie nenhum mal estar, deve deixar bem claro ao maître que será você quem pagará e que deseja que a conta não vá à mesa.

Formas corretas de estar à mesa

Nunca devemos sentar muito próximo da mesa, é preciso ter como referência a caída da toalha e da sobretoalha.
Uma vez sentados não virar os pratos para ver a marca ou procedência, nem mover compulsivamente a mensagem de boas vindas do restaurante; não mover o guardanapo até perceber que é necessário, dispor sobre as pernas.
Não fale exageradamente alto e não preste demasiada atenção às mesas vizinhas. Seja discreto.
Permaneça numa postura correta e natural com os antebraços sobre a mesa, nunca os cotovelos.
Evite tossir sobre a mesa, é melhor voltar-se lateralmente e se for uma tosse recorrente tome um pouco d'água.
Evite usar colônias muito fortes que mascare o aroma e sabor dos alimentos e dos vinhos.
Peça por favor e agradeça sempre.
Se notamos alguma divergência com os pratos servidos, peguntamos sempre pelo maître, para fazê-lo conhecer o responsável da sala.

Fumar

Não fique entrando e saindo do ambiente para fumar, tenha paciência e espere para quando sair do restaurante.

Publicado originalmente por http://www.alacartaparados.es

Os Sete Pecados Capitais do Vinho

Vinhos quentes, em taças, oxidados, antigos e caros. Erros muito frequentes que enfrentam os consumidores nos estabelecimentos. Evitemos estes pecados para que beber não seja uma penitência.

Faz alguns dias estava tomando uma taça de vinho com José Luis Borlán, reconhecido somellier e empresário da hotelaria de Zaragoza na barra do bar de seu restaurante, La Scala e diante das gratificantes sensações que nos proporcionava a taça que estávamos desfrutando, nos pusemos a refletir e coincidimos de que não é tão difícil oferecer um bom produto e em condições aos clientes.

Fomos repassando uma a uma as circunstâncias mais frequentes com as quais encontramos os aficionados e amantes do vinho quando nos aventuramos a pedir uma taça por esses mundos hoteleiros –bares, tabernas, hotéis, restaurantes, bares…– e chegamos à conclusão que os encontros bem poderiam resumir-se em sete, como os pecados capitais. E essas conclusões e reflexões listo a seguir para que sejam levadas em consideração pelos sofridos clientes –a cultura gastronômica nos permite valorizar melhor os produtos, exigir qualidade e estabelecer a relação qualidade/preço– e pelos empresários e funcionários da hotelaria. A estes últimos lhes diria que não tomem como reprovação, mas sim como uma crítica construtiva para emendar erros e elevar a lista de seus estabelecimentos, algo que deveria aspirar qualquer profissional.

Temperatura inadequada: ou muito frios ou muito quentes

1 - Lamentavelmente, ainda se encontra profissionais que afirmam que o vinho tinto se deve beber em temperatura ambiente. Sim, na temperatura de uma adega subterrânea, poderia ser, mas se estamos no verão e dentro de um lugar quente, a temperatura é muito elevada e é preciso deixar "amornar". Esta é uma das poucas circunstâncias que poderia utilizar a palavra ‘quente’ para se referir ao vinho.

No outro extremo, há os que servem os vinhos muito frios, não só os tintos, mas também os brancos, rosados e espumantes, o que dificulta que os vinhos expressem suas qualidades. Ainda que a opinião de cada especialista possa variar em dois ou três graus, geralmente, nenhum tinto deve ser servido a mais de 18 graus centígrados. Os brancos jovens e rosados entre 6 e 9 graus centígrados, assim como os espumantes. Os tintos jovens devem ser servidos frescos, mas não frios, entre 13 e 15 graus) e os "crianças" e "reservas" com dois graus a mais.

Cada vinho com sua taça apropriada, por favor

2 - Um dos elementos mais falhos nos bares na hora de servir os vinhos é o do uso da taça apropriada, questão melhor cuidada nos restaurantes. O vinho de qualidade deve ser servido em taça adequada. As taças devem ser incolores, transparentes, sem desenhos decorativos nem serigrafias, já que dificultam valorizar e desfrutar da coloração e aspecto do vinho. Para os espumantes, é preciso usar uma taça "flauta". Os vinhos tranquilos, assim como os brancos, rosados ou tintos jovens ficam bem servidos num taça em forma esférica ou ligeiramente larga, do tipo balão ou tulipa. Devem ter uns 200 ml de capacidade, mas completados com apenas um terço dessa capacidade.

Garrafas abertas por vários dias e às vezes, misturadas com outras

3 - Quando pedimos e pagamos um vinho num estabelecimento que vende por taças, normalmente bar o taberna, debemos exigir que a garrafa tenha pouco tempo aberta, a não ser que disponha de bombas de vácuo ou de outros utensílios que impedem que o vinho se oxide. De fato, quando entro num local que me desperta suspeita a respeito e me preguntam qual vinho quero, respondo: "o da garrafa aberta mais recentemente".
Às vezes, tenho visto como remontam o vinho de garrafa aberta há vários dias –o que compromete seus aromas e sabores– com outras garrafas recém abertas, inclusive misturando vinhos de diferentes marcas e adegas. O cúmulo da baixaria profissional.

Safras passadas, sobretudo de vinhos jovens

4 Outro exemplo de mesquinhez e falta de profissionalismo é servir vinhos de safras passadas. O vinhos jovens (sobretudo brancos e rosados, os tintos aguentam um ano mais) devem ser consumidos o mais rápido possível, no mais tardar até quando a safra seguinte esteja disponível.
Os espumantes também devem ser consumidos mais cedo que tarde (pensar que as cavas e champagnes melhoram com o tempo na garrafa é outro falso mito do mundo dos vinhos). Os brancos e tintos "criança" resistem perfeitamente três ou quatro anos em garrafa e alguns inclusive um pouco mais. O prazo médio de vida dos "reservas" está entre 8 e 10 anos e os "gran reserva" em 15 ou mais anos. Mas também dependerá muito das condições nas quais as garrafas foram estocadas.

Pouco sortido: um par de brancos, poucos tintos e quase nenhum rosado

5 - Este é um defeito cada vez mais visto na hotelaria, sobretudo em restaurantes, devido a crise, que obriga a redução de estoques. Ultimamente, tem acontecido muito de pedir vinhos da carta e receber uma desculpa do atendente porque "está esgotado. Cada vez há menos brancos para escolher, os tintos escasseiam e os rosados quase nem existem. Nesses últimos é mais flagrante o pecado de servir uma safra passada porque os vinhos estão mortos, sem cor, aromas e sabor. Dificilmente poderemos incentivar o consumo do vinho sem oferecer variedade e sobretudo, o que se serve, não satisfaz a quem pede.

Preços abusivos: 1,50 ou 2 euros, quando muito, cada taça de vinhos cuja garrafa não chega a esse preço

6 - O preço é um câncer para o vinho na hoteleria. Os restaurantes passaram anos triplicando ou mais o preço das garrafas de vinho por apenas abrir  e servir em taças. Em balcões e terraços de bar continua sendo escandaloso cobrar 2 euros por uma taça de um vinho quando ao estabelecimento custa bastante menos por uma garrafa. Com preços mais razonáveis, estou certo que se venderia mais, os hoteleiros ganhariam o mesmo ou até mais e para as adegas seria muito melhor.

Pouca cultura vinícola do maître ou do atendente

7 - O sétimo pecado é o mais grave porque favorece os outros seis, sempre e quando não exista má fé. Como foi apontado, alguns profissionais mantém em pé muitos falsos mitos ou seguem olhando se caiu farelo de rolha no vinho quando é dito que o vinho está com aroma arrolhado.
Também os clientes têm que aprender, para exigir que sejam bem tratados e para agradecer o trabalho aos atendentes quando são bem servidos e bem tratados.


Publicado em 01/06/2014 por www.alacartaparados.es